36 Anos do ECA


O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), criado pela Lei nº 8.069 em 13 de julho de 1990, completa 36 anos de existência. A legislação consolidou uma mudança profunda na sociedade brasileira ao substituir a antiga lógica assistencialista e punitiva pelo princípio da proteção integral e da prioridade absoluta, reconhecendo os jovens como reais sujeitos de direitos. 

O Legado e os Avanços Históricos
  • Dignidade humana: Garantiu os direitos fundamentais à vida, saúde, educação, convivência familiar e comunitária.
  • Rede de proteção: Instituiu o papel crucial do Conselho Tutelar para fiscalizar e agir em casos de violação de direitos.
  • Responsabilidade compartilhada: Dividiu o dever de cuidado entre a família, a sociedade e o Estado.
  • Fim da exploração: Proibiu de forma rigorosa o trabalho infantil e regulamentou a aprendizagem profissional segura. 
Desafios Atuais e a Era Digital
  • ECA Digital: Novas atualizações e dispositivos legais atuam diretamente no combate ao cyberbullying, à exploração sexual online e à exposição indevida na internet. 
  • Prevenção ativa: Debates liderados por redes como a Fundação Abrinq focam em intervir antes que a violência e o abandono se instalem.
  • Barreiras estruturais: A evasão escolar, a insuficiência de verbas em políticas públicas e os casos de violência doméstica continuam sendo obstáculos reais apontados por instituições como a OAB. 

9ª Confência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente

 

A Prefeitura de Missão Velha realizou nesta quarta-feira (10) a 9ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. O encontro reuniu secretários municipais, conselheiros de direitos, conselheiros tutelares, representantes de organizações da sociedade civil, adolescentes e diversos atores da rede de proteção do município.   

O principal objetivo do evento foi promover o diálogo e a construção coletiva de propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas destinadas às crianças e aos adolescentes, garantindo espaços de escuta, participação e cidadania. Durante a conferência, os participantes debateram temas relacionados à proteção integral, ao desenvolvimento social e ao fortalecimento dos direitos da infância e adolescência, contribuindo com sugestões que irão subsidiar as discussões em etapas posteriores.  


 Na ocasião, também foram escolhidos os delegados que representarão o município na 12ª Conferência Regional dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ceará, promovida pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ceará (CEDCA-CE), prevista para acontecer em fevereiro de 2027.  




Vem ai . . .


Vem ai a 9ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Missão Velha. No dia 10 de junho de 2026 às 8h no Auditório da Secretaria do Trabalho e Assistência Social. 

Caminhada 18 de Maio



Na manhã desta segunda-feira, 18, MIssão Velha foi palco de uma mobilização em prol da garantia dos direitos de crianças e adolescentes. A caminhada do Maio Laranja, campanha que simboliza o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, reuniu dezenas de participantes em um trajeto simbólico que partiu da Brinquedopraça, e seguiu até a Praça Central.

O evento foi organizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SETAS) e contou também com o apoio da Secretaria Municipal de Educação, por meio das diversas escolas, que participaram da caminhada.

O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), equipamento que coordena as ações do Maio Laranja, também esteve presente, juntamente com representantes dos CRAS, do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), conselheiros tutelares, do NUCA e do Selo Unicef.

Durante o percurso, os participantes exibiram faixas, cartazes e distribuíram panfletos informativos sobre o Maio Laranja e sobre como denunciar casos de violação de direitos contra crianças e adolescentes, chamando a atenção para a importância da denúncia e da proteção integral desse público.

A caminhada também buscou alertar a população sobre os sinais de possíveis violências e orientar sobre os canais de apoio disponíveis, como o Disque 100.

A ação integra a programação do Maio Laranja em Missão Velha e, que, ao longo do mês, promove palestras, oficinas educativas e outras atividades, reforçando a conscientização sobre o tema.


POSSE INTEGRANTES CPA


 

Empossado o Comitê de Participação de Adolescentes (CPA) da cidade de Missão Velha, comitê esse que é um órgão colegiado formado por jovens, geralmente entre 12 e 16 anos, que atuam na construção e controle de políticas públicas, garantindo o direito à voz ativa em conselhos municipais, estaduais e nacional de direitos da criança e do adolescente (CMDCA/CONANDA).


E
m atendimento a todos os marcos normativos nacionais e internacionais que dispõem sobre o direito de participação de crianças e adolescentes nos espaços de deliberação e controle de políticas públicas voltadas para o público infanto juvenil e em resposta a Resolução n°191 de 07 de junho de 2017 do CONANDA que dispõe sobre a matéria, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA, deliberou pela realização e implantação de um projeto de fomento para a formação de um Comitê de Participação de Adolescentes - CPA, como forma de inserir a participação dos adolescentes no Conselho. 

Inscrições encerradas!

ECA Digital marca avanço na proteção de crianças e adolescentes no ambiente on-line

ECA Digital marca avanço na proteção de crianças e adolescentes no ambiente on-line.

👉Nova legislação estabelece regras para plataformas digitais e reforça a garantia de direitos no espaço virtual.

Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025) representa um marco na proteção de crianças e adolescentes no ambiente on-line. A legislação é a primeira no Brasil a estabelecer regras específicas, responsabilidades e possíveis sanções para plataformas digitais, com foco na garantia de direitos no espaço virtual.

A norma amplia os princípios já previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, incorporando instrumentos voltados à realidade digital e reforçando a responsabilidade compartilhada entre Estado, família, sociedade e empresas de tecnologia.

A regulamentação do ECA Digital está estruturada em cinco pilares principais:

☝Verificação de idade e regras de acesso
As plataformas devem adotar mecanismos eficazes para confirmar a idade dos usuários, substituindo a autodeclaração. Os dados coletados devem ser utilizados exclusivamente para essa finalidade, sendo proibido seu uso para fins comerciais.

☝Supervisão parental reforçada
Crianças e adolescentes de até 16 anos só poderão acessar redes sociais com contas vinculadas às de seus responsáveis. As plataformas devem oferecer ferramentas claras para monitoramento do tempo de uso, das interações e dos conteúdos acessados.

☝Prevenção e proteção
As empresas devem implementar medidas eficazes para prevenir situações de risco, como violência, assédio, exploração e outras formas de violação de direitos, além de oferecer canais de apoio às vítimas e ações educativas sobre o uso seguro da internet.

☝Combate a conteúdos perigosos
As plataformas passam a ser responsáveis por identificar, remover e reportar conteúdos que violem os direitos de crianças e adolescentes, além de manter registros e colaborar com as autoridades competentes.

☝Regras para exploração comercial
A lei proíbe o uso de dados de crianças e adolescentes para fins publicitários, restringe a monetização de conteúdos que os exponham de forma inadequada e estabelece limites para práticas abusivas em jogos digitais.

Com essa iniciativa, o ECA Digital se consolida como um importante avanço na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, alinhando a legislação brasileira às transformações tecnológicas e fortalecendo a promoção de direitos no mundo on-line.

Para aprofundar a compreensão sobre a Lei nº 15.211/2025, disponibilizamos abaixo um material complementar com informações detalhadas sobre o ECA Digital.

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/L15211.htm

https://www.youtube.com/watch?v=j-dYSRzY3TI&list=PLitz1J-q25kMUDDjtnfnlpDV5BpRwq2Rs&index=7

 https://infograficos.camara.leg.br/eca-digital/

Data de publicação: 17 de Março de 2026

2026 ano de Conferências da Criança e Adolescentes

2026 será um ano importante para as Conferências da Criança e do Adolescente no Brasil, com articulações em nível municipal e estadual se preparando para as etapas preparatórias da 13ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CNDCA), focada em fortalecer o Sistema de Garantia de Direitos e a democracia participativa, com diversas ações governamentais e sociais ativas para a proteção e promoção desses direitos. 

Principais pontos sobre as conferências em 2026:
  • Preparação para a 13ª CNDCA: Os Conselhos Municipais (CMDCA) e Estaduais (CEDCA) estão organizando as etapas preparatórias, seguindo a resolução do CONANDA nº 276, de 2025.
  • Tema Central: O foco será em "Fortalecendo o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA) e a Democracia Participativa".
  • Participação: As conferências envolvem crianças, adolescentes, gestores, conselheiros e a sociedade civil, buscando construir diretrizes e ações.
  • Atividades Governamentais: O Governo Federal está com ações como a campanha de Carnaval 2026, "Pule, Brinque e Cuide", para proteção e lazer, além de atualizações em planos nacionais de combate à violência sexual e socioeducação. 
Contexto e Cronograma:
  • Bienio 2025/2026: O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) está trabalhando na construção de uma agenda nacional para este biênio.
  • Resolução CONANDA 276/2025: Esta resolução convoca a 13ª Conferência Nacional e estabelece o cronograma, com as fases municipais e estaduais ocorrendo em 2026. 

Portanto, 2026 é o ano de mobilização e discussão para a construção de políticas públicas voltadas para a infância e adolescência no Brasil, culminando na Conferência Nacional. 

DIA DO CONSELHEIRO TUTELAR

Hoje saudamos os Conselheiros Tutelares pelo seu dia. O CMDCA de Missão Velha destaca o papel de educador e orientador aos mais jovens por parte dos conselheiros, criando iniciativas que potenciem o desenvolvimento de crianças e adolescentes na luta pelos direitos das crianças e adolescentes da comunidade e aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Parabéns, Conselheiro Tutelar!






O Governo Municipal, junto com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e a Comissão do Selo UNICEF, irá realizar seu primeiro Fórum Comunitário do Selo Unicef 2025-2028. 

Adultização

 Senado aprova projeto para proteger crianças em ambientes digitais

O Senado aprovou nesta quarta-feira (27) o projeto de lei que cria regras para a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. A proposta prevê obrigações para os fornecedores e controle de acesso por parte de pais e responsáveis e promete também combater a chamada adultização de crianças nas redes sociais. O PL 2.628/2022  segue agora para sanção presidencial. 

O projeto prevê, entre outros pontos, a remoção imediata de conteúdos relacionados a abuso ou exploração infantil com notificação às autoridades, além da adoção de ferramentas de controle parental e verificação de idade dos usuários.

Apresentada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) em 2022, a proposta sofreu modificações durante votação na Câmara na quarta-feira (20). O tema ganhou destaque nacional após o influenciador Felipe Bressanim, conhecido como Felca, publicar, no início do mês, um vídeo que denuncia a adultização e a exploração sexual de crianças e adolescentes para criação de conteúdo na internet.

O projeto cria um  Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. A intenção é proteger esse público no uso de aplicativos, jogos eletrônicos, redes sociais e programas de computador. A votação foi comandada por Alessandro Vieira. Ele assumiu a cadeira da Presidência em um gesto simbólico feito pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Fonte: Agência Senado

25º Encontro Anual da Rede Nossas Crianças reúne organizações para debater desafios da infância e da adolescência

 Acesse: https://www.fadc.org.br/noticias/25-encontro-anual-rnc

Palestra de Raimundo Inaldo

O primeiro palestrante da manhã foi Raimundo Inaldo, educador social na Associação de Assistência à Criança – SOAF e na União Popular pela Vida – UPPV, ambas situadas na região do Sertão do Cariri, no Ceará. Ele conduziu a palestra com o tema Aprendizagem, afetividade e pertencimento: o educador social e o poder de transformação nos territórios vulneráveis.

Inaldo iniciou sua fala trazendo um resgate histórico da atuação das organizações em que atua, mostrando como era o cenário quando começaram a trabalhar e como está atualmente. Ele comentou que, no passado, o assistencialismo era muito mais forte e, com o tempo, a prática foi se transformando em metodologias voltadas à garantia de direitos e à promoção da cidadania.

O palestrante compartilhou também uma reflexão pessoal, afirmando que o trabalho que realiza hoje é uma missão de vida, motivada pelo compromisso com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Destacou que sem os educadores sociais não há transformação, pontuando o papel fundamental desses profissionais na construção de rotinas marcadas por vínculos, afeto e amizade.

No encerramento de sua apresentação, Inaldo convidou um representante por região do Brasil para subir ao palco e, em seguida, fez a entrega simbólica de uma medalha de reconhecimento pelo trabalho realizado por cada uma delas.

“Eu tive minha vida transformada a partir das ações de educadores sociais que foram importantes. E eu sei que isso é importante para as crianças. Hoje estou aqui para contribuir com uma vivência prática. Estou devolvendo algo para a Fundação Abrinq, que foi e ainda é muito importante como uma instituição que motiva a trabalhar com a proteção infantil todos os dias”, relatou o palestrante.

Ambientes Digitais (Lei 2628/22)

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria regras para a proteção de crianças e adolescentes quanto ao uso de aplicativos, jogos eletrônicos, redes sociais e programas de computador. A proposta prevê obrigações para os fornecedores e controle de acesso por parte de pais e responsáveis.


Selo Alece Conselho Tutelar: Garantindo Direitos

 

É uma iniciativa da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, juntamente com os parceiros articulados, para fortalecer a cultura dos direitos de Crianças e Adolescentes, por meio de formação e capacitação de conselheiros tutelares em todo o Estado do Ceará. 

O Selo será concedido aos Conselhos Tutelares que cumprirem as seguintes etapas:

  • Adesão voluntária e formal ao projeto,
  • Conclusão das etapas formativas,
  • Execução das ações pedagógicas.
  • Envio do relatório final

OBJETIVOS:

  • Fortalecer a cultura dos direitos de crianças e adolescentes no ambiente escolar;
  • Reconhecer e valorizar o papel do Conselho Tutelar como órgão de garantia de direitos;
  • Incentivar a articulação junto às escolas para identificar e prevenir violações de direitos;
  • Combater o estigma da função punitiva do Conselho Tutelar;
  • Fomentar metodologias lúdicas de educação em direitos, com participação ativa de crianças e adolescentes.
  • Contribuir para o cumprimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em especial a meta 16.2.